31.1.07

Comemore! Hoje é o Dia dos Quadrinhos Nacionais!

Pois é. E você sabe o motivo? Bom, eu sei e informo: hoje é o aniversário de Ângelo Agostini, o primeiro quadrinista brasileiro (e um dos pioneiros do mundo em sua área). Portanto, comemore.

É também fim de mês e confesso que poucas vezes li tanto na minha vida. Foram seis livros, uma média maior que um por semana, e nenhum deles menor que duzentas páginas (três deles com mais de seiscentas). Entre uma gota e outra, era o que eu tinha para emular uma tentativa de me aquecer. O que foi violentamente arrancado de mim não pode ser permutado por outra coisa, apenas a mesma coisa cabe aqui. E é assim que é. Pelo menos duas pessoas, uma delas que não tem como entender e tem como sentir muito, estão sofrendo hoje.

Quando tiram o seu chão, é claro que é pra te derrubar. Mas todo mundo sempre se esquece de como eu sou, de como eu penso. E depois perguntam pra mim sobre leis e justiça.

São quatro da manhã e estou trabalhando like a log. Beatles e Zelda compõem o cenário que se torna normal numa redação paulistana. E eu cada vez mais odeio os homens sacanas. Porque eles pensam com a pior parte do corpo e deveria haver pena de morte para tal parte. Vocês iam ver como um monte de gente boa ia penar menos na vida.

Estou zonzo e minhas palavras estão saindo com um estranho senso de sinceridade. Mas o que sinto de bom no músculo involuntário central do tórax existe apenas mais reforçado. Amor? Sim, é claro que é amor. E, tenha certeza, cada dia mais eu sei o que é isso.

Paul canta Fool on the Hill. E dá vontade de se largar às vezes.

Mas hoje é Dia dos Quadrinhos Nacionais, ainda. Comemorai!

22.1.07

Obituário do começo de semana

É o que este DelRey tem parecido ultimamente, um enorme obituário. Mas morreram duas figuras, neste fim-de-semana, que considero da mais vital importância para a cultura brasileira.

A primeira é o mestre dos quadrinhos Ely Barbosa, único artista que, um dia, chegou a fazer frente a Maurício de Sousa. Turma do Gordo, Turma da Fofura e diversas criações fazem parte de seu portfolio, que é visualmente mais conhecido quando nossos olhos se remetem aos anos 70. Lá, percebemos que boa parte dos produtos infantis do Baú da Felicidade foram produzidos por ele, principalmente utilizando personagens da Turma do Cacá. Também é dele a concepção visual dos Amendoins que ilustraram as propagandas de Amendocrem um dia, tal qual o Jotalhão faz até hoje com o extrato de tomate Elefante. Mas sua principal criação, aos olhos do público, é certamente esta:



A segunda é aquele que foi um dos principais seresteiros do Brasil, uma voz de ouro e um carisma idem. Bastante esquecido nos dias de hoje, como é comum a nosso país ingrato, Francisco Petrônio se foi sem alarde. Ele foi o comandante, nos anos 70 e começo dos 80, do maior programa de música da velha guarda da tevê, Festa Baile, que ia ao ar pela TV Cultura (é claro). Ele tem um site oficial. Visite e prestigie este homem, considerado a Voz de Veludo do Brasil. E rastreie as mp3s dele. Seria uma senhora homenagem.

9.1.07

Quanto é que ela leva com tudo isso?



Marcelo Madureira, que ficou amigo durante minha estada na Travessa, no Rio, ajuda com as contas. São cálculos referentes a uma outra negociação da apresentadora, eu sei, mas tem gente que se especializa em garantir o seu dos modos mais assombrosos. Eu sei que tem coisa muito mais importante pra eu me preocupar na minha vida (e tenho mesmo!), mas, quando se trata de personalidade de voz tão patética (ou seja, similar á do Pato Donald -- rouco!), acho que dar a voz a um engenheiro que sabe das coisas é fundamental. E, claro, se você ainda não se ligou, tudo isso tem a ver com a censura no YouTube, determinada pela justiça brasileira em defesa de alguém que poderia ser preso fazendo o que fez no lugar em que fez, se estivesse no Brasil e se a lei fosse, afinal, séria de verdade.