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O Apanhador nos Strawberry Fields
por Simone Paterman


Ombros Altos, de Carlos Sussekind


Coleção Rocinante
Uma resenha epistolar de “Ombros Altos”


Data: Mon, 26 Jan 2004 06:51:03 -0300 (ART)
De: "Simone Paterman"
Assunto: Como inserir seu próprio editor em uma brincadeira literária
Para: Jaime Gonçalves Filho

Meu caro Jaime,

Estou arrasada. Virei a noite, toda animada, fazendo a resenha e a entrevista epistolares. A entrevista, o computador deu um soluço e eu perdi tudo. Esta era totalmente ficcional e vai me dar trabalho refazer.

Achei bacaninha a resenha epistolar, espero que goste. Aliás, se achar que precisa de mais edição, não se acanhe. A entrevista vai ficar muito melhor e justificar o formato meio inusitado do texto.

Entrego-a no fim de semana. Agora vou dormir um pouco e secar minhas lágrimas.

Beijos,
Simone


Data: Sat, 24 Jan 2004 11:35:40 -0300 (ART)
De: "Simone Paterman"
Assunto: O chá de “Alice através do espelho” fez efeito
Para: Diana Hime

Di,

Aconteceu uma história interessante, mas como estou cansada de ficar recontando, passo para você as cartas anteriores. Em suma: Entrevistei um escritor, Carlos Sussekind. O livro que resenhei, Ombros Altos, é todo baseado em sua própria vida. É claro que ele inventa muitas coisas, mas como termina acreditando nas próprias mentiras, que passam então a fazer parte de sua memória, isso talvez não tenha muita importância.

(Depois fui na casa dele e vi uma prateleira inteira de Nietzsche, e o Bufão dos Deuses, da Cristina, também estava ali. Lembrei muito do Alexandre: como ele, o autor sempre se referia aos momentos em que era impelido a falar a verdade como uma "chatura". Aliás, se puder, repasse esta carta a ele.).

Não vou publicar entrevista alguma. É claro que eu não tenho o menor pudor de publicar as mentiras do autor. Mas, se for para isso, prefiro mentir eu mesma.

Contei a ele um momento do filme Estrada Perdida em que o personagem diz não possuir aparatos para registrar sua vida, pois prefere que sua própria memória se encarregue de distorcer os fatos.(Aliás, na minha memória, esta fala já está distorcida: acabei de lembrar que o personagem possuía um aparato sim, uma filmadora.).

Importante é que desde então enjoei de estudar cinema, e até vendi a minha filmadora: tudo para deixar que meu esquecimento se encarregasse de dar cor aos fatos.

A realidade explicitada na imagem não é pura, claro, mas é real demais, é apegada demais ao que aconteceu, - ainda que registre uma mera encenação, sabemos que de fato ela se desenrolou frente à câmera. Supondo que eu decida publicar fielmente o que o Carlos Sussekind disse: teria que adaptar sua linguagem, extremamente coloquial, para linguagem escrita. Daria encadeamento lógico ao papo, que foi inteiramente desconexo. Teria até mesmo que ignorar algumas considerações pessoais demais que poderiam prejudicá-lo (donde se insere minha ética). Finalmente, teria que adivinhar o que Carlos falava enquanto o mar quebrava com mais força (estávamos na Pedra do Leme).

Como alguém consegue acreditar em uma entrevista, ainda que seja com alguém que não mente?

Curioso que o fotógrafo me apareceu com uma câmera russa, de guerra, sem plano e contra-plano, o que nos garante que até o registro de imagem da entrevista será distorcido!

Quando comecei a transcrever a entrevista, tomei um susto ao ouvir no gravador a minha própria voz cantando “Let me take you down ‘cause I’m going to Strawberry Fields/ Nothing is real/ and nothing to get hungabout/ Strawberry Fiels Forever”

Eu havia comprado um gravador especialmente para a ocasião, e estava com a música na cabeça porque tinha revisto a peça Alice Através do Espelho, que está de volta na Fundição.

Foi o primeiro aparato de registro que usei desde da frase de David Lynch. Falando nele, em outro filme seu, o Cidade dos Sonhos, tem aquela cena belíssima, chave do filme, em que a cantora morre e sua voz permanece em off: é o momento limite entre ficção e realidade. A voz gravada não é menos real do que aquela que nos sai da garganta. O registro guarda uma relação tão intrínseca com a realidade que o gerou que passa a influenciá-la. Não se pode mais se separar uma da outra.

Logo Alice!
Logo Strawberry Fields!

Estou escrevendo tudo isso para você por causa das sereias, que estão presentes na Odisséia, conhecido registro histórico, foram catalogadas nos bestiários medievais e terminaram historicizadas por Borges, enfim, por achar que as sereias da praia do Leme resolveram me pregar uma peça.

Acho que a confusão entre realidade e ficção pulou de minha monografia para minha própria vida (ou então, eu escolhi este assunto justamente porque ele já estava em mim...)

Tenho me divertido à beça com estas bobagens.

As explicações vêm abaixo.

Com muitas saudades,
Simone


Data: Fri, 23 Jan 2004 10:18:40 -0300 (ART)
De: "Simone Paterman"
Assunto: Carta enorme
Para: Juliano Gaeshlin

Juliano,

Pois é, resolvi te contar um pouco desta semana especial que tive. O livro que peguei para resenhar, como falei antes por telefone, me fez lembrar muito de você.

Até o citei na hora da entrevista: comparei Ombros Altos com Pedro Páramo (realmente não tenho talento nenhum para Literatura Comparada). Disse ao autor que, na sua pesquisa, você não achou nenhum texto sobre o livro que não mencionasse a revolução mexicana. É claro que em Pedro Páramo a miséria e a revolução política são muito mais do que um pano de fundo para o amor do ditador por Suzana. Mas é impressionante como, tanto tempo depois, você tenha sido o primeiro (exagerei?) a escrever sobre o amor puro entre os dois sem considerá-lo secundário na trama.

O livro de Carlos Sussekind sofreu o mesmo tipo de censura. Tem uma linguagem tão espontânea que nos desconcerta. Tem uma economia na linguagem que me fez lembrar a secura da escrita de Rulfo, mas é a secura da areia da praia do Leme, embebida de maresia, e não a do deserto mexicano. Na verdade, é uma secura bem úmida - se é que isto é possível -, pois, além de carioca, e malandra, é sincera.

O autor citou sua maior influência: Salinger. Fiquei tão feliz com a pista que até comprei a trilogia do autor, uma edição de luxo da Editora do Autor. Depois me arrependi um pouco da compra, pois constatei que deveria ter lido O apanhador nos campos de centeio antes de ter completado dezessete anos. Não que a espontaneidade e a pureza tenham me incomodado (a poesia de Adélia Prado me ensinou muito a respeito disso), mas senti falta, talvez, da maresia.

É claro que a história não pára por aí. Na última edição de Ombros Altos colocaram uma carta de uma moça encantada com o livro. A carta é linda, e nos ajuda a entender o livro, pois nos transfere para uma atmosfera de pureza. Carlos me contou que investigou o paradeiro da moça na hora de publicar o livro, para pedir permissão de usar seu nome. Foi localizada. Ela virou uma professora universitária, muito séria e militante. Demorou a se lembrar do livro e, como não deu resposta, Carlos não se animou sequer a pedir autorização para divulgar o seu nome. E ela passou a ser para sempre designada pela cidade de origem.

É uma bela metáfora. A jovem, que, segundo Carlos, tinha pretensões literárias, teve o mesmo destino de toda literatura: embriagou-se de marxismos: esqueceu-se dos ideais que não são relacionáveis com a vida prática, mas que podem ser capazes também de matar a fome, enfim, afastou-se das coisas belas para se dedicar à secura da vida real. Mandei uma cartinha para ela, que mando em anexo, mas creio que não vai haver resposta. Prometi ao Carlos, que, depois da enxurrada de Ombros Altos (ele me um exemplar de cada edição), não vou “perder a ternura” (referência péssima,grosseira, até, que coloquei na carta para a moça, que agora deve ser uma senhora que se leva a sério).

Esta história me marcou tanto ou mais do que o texto. Não precisa acreditar em tudo: o próprio Jorge Viveiros de Castro (editor da 7 Letras) até hoje desconfia da veracidade da existência da “moça de Catanduva”. Embora Carlos possua a prova material, o editor continua supondo que foi o próprio autor quem inventou uma admiradora, ditando a carta para que mãos femininas a desenhassem.

O autor mente muito, mesmo (ou principalmente) na entrevista. Aliás, esta primeira sentença é o título de seu último livro, que escreveu em parceria com seu psicanalista. Ainda não li.

Achei interessante também como um texto não-ficcional possa ter contribuído tanto para a história, e como a confusão entre ficção e realidade, que é o meu tema para toda a vida, aparece. Para começar, Ombros Altos é todo baseado na experiência do autor, que fez apenas a costura ficcional.

Já tinha imaginado: é impossível que alguém possa fingir um amor daqueles. Tenho admirado de longe a sua relação com a Fernanda. Não que seu amor não seja correspondido, mas porque aprendi com você que se trata de eterna e paulatina construção, com detalhes e mistérios. A poesia não se perde, modifica-se.

Um beijo grande, e desculpe a verborragia, é que o encontro de ontem não foi suficiente para matar as saudades,

Simone

Data: Thu, 22 Jan 2004 09:00:30 -0300 (ART)
De: "Simone Paterman"
Assunto: Carta a Danilo
Para: Tamara Menezes

Tamara, Por favor, repasse a carta a seu amigo Danilo e aproveite para lê-la também, para poupar tempo na hora de te contar toda confusão em que me meti...

Beijos,
Simone

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Caro Danilo,

Escrevo para explicar um pouco mais sobre porque pedi o contato de sua professora. Fui encarregada de escrever uma resenha sobre o livro Ombros Altos, de Carlos Sussekind, para um especial do site www.paralelos.org sobre a Coleção Rocinante, iniciativa da 7 Letras de publicar jovens escritores.

O livro é de 1960. No início, achei curiosa a presença de um escritor septuagenário entre outros autores de menos de trinta anos. Depois entendi. O livro pode nos ensinar muito, especialmente a vislumbrar a beleza de uma escrita que se permite ser espontânea.

A história do livro é extremamente "alienada" e por isso não deve ter caído bem na época. Passou por algumas edições, sendo que a de maior tiragem (600 exemplares) foi a de 2003, nesta coleção. A anterior rodou 250 cópias. Houve uma de 1985, pela Taurus, deve também ter sido pequena. A primeira tiragem foi de apenas 300 cópias. A distribuição ficou por conta de amigos do autor, e, obedecendo a condições impostas pelo Instituto do Livro, que bancou a edição, o livro foi arquivado em bibliotecas de escolas em todo Brasil.

É aí que entra sua professora, ainda adolescente. Segundo a moça, que escreve de Catanduva, o livro chegou a ela em boas circunstâncias. Por sorte, livre da censura da bibliotecária, foi ela mesma quem lhe abriu as páginas (na entrevista, foi o próprio autor que, ao dar-me uma edição do livro, explicou-me que, nesta época, os livros eram comprados com as bordas das páginas fechadas, e que elas deviam ser cortadas à faca, para que se pudesse folheá-los), e, depois de ter lido três tomos de Françoise Sagan e gostado (este detalhe deve ter contribuído para que sua professora decidisse omitir se nome na versão publicada), chegara à conclusão, porém, que este não seria o tipo de livro que gostaria de escrever; seria um livro como Ombros Altos.

É uma carta derramada, como as minhas, mas muito melhor: tem estilo, tem uma sinceridade desconcertante, tem pureza e tem auto-ironia. Tem verve literária, enfim. Carlos me contou depois que a moça até chegou a mandar uns poemas, mas o autor, que se define um "mau leitor de poesia" a ignorou ou fez alguma crítica descabida. Enfim, perderam o contato. Imagino que possa ter sido por indelicadeza dele.

Bem, sou colega da Tamara na BR e na faculdade, e sei de sua trajetória no movimento estudantil. Quando soube que a "moça de Catanduva" havia escrito uma tese relacionada à militância, e que era professora de sua faculdade, intuí que Tamara pudesse saber de alguém que a conhecesse. Adorei a coincidência, claro. Ao saber que admirava muito a professora, pude imaginar que toda aquela pureza explícita na carta ainda se conservava, e mais: ainda mantinha seu papel político. Pois atividade política está tanto no panfleto quanto no poema.

Mando então, abaixo, as cartas que mandei para o autor e para sua admiradora. Pensei que, se você tem pretensões literárias, e políticas, e acha que as duas não combinam... bem, para o Danilo que imaginei que você fosse, imaginei que esta carta cairia bem.

Não sei o que levou a moça de Catanduva a desistir da literatura. Espero que as suas 6 horas de viagem diárias, como a Tamara me contou, não atrapalhem seus ideais, que, como todos os ideais, não costumam resolver problemas práticos.

Espero que possamos nos conhecer em breve, para que então eu possa explicar melhor toda esta confusão.

Beijos,
Simone

Data: Wed, 21 Jan 2004 09:23:01 -0300 (ART)
De: "Simone Paterman"
Assunto: Achei a moça de Catanduva, eis a prova!
Para: Carlos Sussekind

Meu caro Carlos Sussekind,

Escrevo para agradecer a entrevista e para mandar a carta que escrevi para a moça de Catanduva (sou ou não uma excelente investigadora?) Estou muito feliz com a enxurrada de Ombros Altos, tanto que consegui comprar mais um: o da edição de 1997, que em breve levarei para que o autografe. Penso que agora ganho o status de colecionadora de sua obra. No futuro, levarei seu livro para a universidade, mas prometo, não vou subir na cátedra! Mando minha (anti) resenha assim que tiver a terminado.

Um beijo, e muito obrigada,
Simone


Data: Tuer, 20 Jan 2004 08:46:01 -0300 (ART)
De: "Simone Paterman"
Assunto: Resenha para Paralelos
Para: Moça de Catanduva

Cara Professora,

Sou aluna de Comunicação na UFF, e trabalho com uma colega militante, Tamara Menezes. Foi ela quem me forneceu o contato de Danilo, seu aluno, que gentilmente me passou seu endereço eletrônico e seu telefone. Meu objetivo nesta carta é um pouco inusitado: fui encarregada de escrever uma resenha para o site literário www.paralelos.org sobre o livro Ombros Altos, relançado pela Coleção Rocinante, da 7 Letras.

Bem, gostei demais o livro, e fiquei especialmente emocionada com a carta da "moça de Catanduva". Posteriormente, em entrevista, soube pelo Carlos Sussekind que esta moça havia virado uma catedrática. Emocionou-me a história, e comecei um trabalho de jornalismo investigativo, que passou pela análise de sua tese, e, finalmente, culminou em Danilo, e nesta carta.

Carlos Sussekind comentou que eu fui a segunda jovem que o procurou, desde o início de sua carreira, admirada com a escrita fluida de Ombros Altos. Talvez pudesse dizer que senti uma afinidade com aquela moça de Catanduva, e também com a atual professora da USP (teimo em acreditar que não são pessoas tão diferentes assim).

Quando Danilo falou de sua admiração pela senhora, pensei: quem escreve uma carta tão pura, tão deliciosa, na juventude, não pode, frente às imposições da vida prática, "perder a ternura". E talvez seja a ternura, e não apenas o conhecimento acumulado na cátedra, que a tenha feito conquistar alunos como o Danilo, e, provavelmente, inspirá-los a agir.

Bem, vou escrever esta resenha baseada na pureza que ainda teimo em conservar. E quero falar um pouco da senhora. Não sei se desejou que tivesse seu nome ocultado, mas devo dizer que a compreendo. É claro que, sem sua autorização, não irei mencioná-lo: na verdade, isto nem está nos meus planos. Como Carlos Sussekind é famoso por desconhecer, no nível patológico, distinções entre ficção e realidade, vou escrever sem muito apego à “verdade última das coisas”... Posso criar um perfil da moça de Catanduva totalmente imaginário.

Enfim, escrevo para pedir a permissão de fazer um contato por telefone, e para saber que trilha devo seguir para que quando a senhora, por curiosidade, for ler minha resenha no Paralelos, possa sentir-se ao menos respeitada, e para que a trajetória que gostaria de traçar – ainda que imaginária – mobilize afetos (minha parcela de ação política no mundo, quem sabe...)

Espero não ter causado nenhum constrangimento, e espero ansiosa qualquer forma de contato.

Amigavelmente,
Simone

(Abaixo deixo a carta que escrevi para Carlos solicitando a entrevista.)

Data: Frid, 16 Jan 2004 16:45:23 -0300 (ART)
De: "Simone Paterman"
Assunto: Entrevista para Paralelos
Para: Carlos Sussekind

Meu caro Carlos Sussekind,

Como a jovem de Catanduva, li seu livro Ombros Altos em circunstâncias muito especiais. Costumo colaborar para o Paralelos, um site literário, e fui encarregada de fazer uma resenha sobre algum livro da Coleção Rocinante.

Não sou jornalista, nem estudo Letras: escrevo apenas sobre o que amo, ou ao menos sobre o que consigo fingir amar por um momento. Pedi, então, um texto em prosa poética, linguagem que me interessa (tenho uma tentativa publicada na “Crème de la Crème” do www.paralelos.org, se tiver curiosidade), ou ao menos um livro escrito por uma mulher, com quem teria mais chances de me identificar. Não estavam disponíveis.

Peguei seu livro no susto, e foi o melhor susto que poderia ter recebido! Gostaria de inventar uma linguagem que pudesse reproduzir o seu frescor – vindo possivelmente de uma relação ímpar com a literatura, e também de uma juventude que talvez não exista mais. Para isso, não sei se devo aproveitar a espontaneidade e intuição que ainda conservo, ou se é justamente tempo e experiência o que preciso para, aos poucos, simular esta jovialidade. Como tenho pressa, fui forçada a escolher a primeira opção.

Preciso entrevistá-lo, Carlos. Apesar de saber que pela internet tudo fica mais fácil, gostaria de marcar uma entrevista pessoal para conversarmos sobre o livro e também sobre aqueles assuntos inesgotáveis, como os limites delicados entre ficção e realidade, autor e personagem, loucura e lucidez...e sobre frescor, se é que é possível conversar sobre isso. Sobre o que é possível e o que é impossível de se conversar.

Enfim... Moro na Urca, e gostaria muito de dar uma passada no Leme, na sua casa, ou onde preferir, neste fim-de-semana ou no feriado. Se o senhor estiver muito ocupado, ou se achar a tarefa desagradável, contento-me com a entrevista por e-mail. Tenho um prazo apertado: devo entregar o material no dia 20 de janeiro.

Como a moça de Catanduva, gostaria de escrever, um dia, um livro como o seu. Quero que outras pessoas sintam o mesmo, e que escrevam. E que a literatura, embora distante dos jovens, volte a ter o poder de reconduzir a juventude àqueles que já a perderam (às vezes, ela nos escapa cedo demais. Talvez minha geração mal a conheça). Jovem que ainda é (intuo), confio ao senhor a tarefa de alimentar um pouco mais todo este idealismo. Desejo que as circunstâncias favoreçam nosso encontro nesta semana.

Amigavelmente,
Simone Paterman



| comentários (7)

:: março 7, 2004 01:45 AM


SIMONE Paterman Brasil tem 24 anos, é pesquisadora e estudante de cinema na UFF.

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