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No Carmela
por João Filho

é bem verdade que o Ghetto auto-destrutivo nas noites premeditadas bruxo’surubais no Carmela é somente o karma’karnívoro, o sabor metálico, plasma nas papilas, isto é, pestilências apenas. Dr. Babalorixá’baitola, gordona lânguida de pau minúsculo engoivando que um dia viraria buceta. nas almofadas do seu sobrado, o cel pisca e seu (friozinho de gozo antecipado) esfíncter também. sabe do que se trata – Sabbat’bacanalístico no psico’porão do Carmela; sábado, 3:00 da madruga, ele se benze, borrifa-se com almíscar, no malote atulha a tralha’macumbória, nos tapaués os quitutes’ebós, desce e dirige pro psico’porão. pelos fundos do Carmela, Teta, feio’fraco’feito’filhote de pombo, entrunfado se impacienta ao dar passagem pro Dr. pelo alçapão camuflado no pomar, os dois descem. na cozinha Rúbia’pinguelo’rotundo untava-se da sola as reentrâncias auxiliada pelo faxina’fodinha, buxo’pardo baboso; de vez! Janona enfermeira-mor, buça’masculenta de abas’dumbo, surgiu! chutou o untador’fodinha e esbofeteou a untada’pingueluda, berrando dominadora que os dois se apresentassem na catacumba’catarse. bateu atrás de si a porta do almoxarifado, passeou pela farmacopéia escolheu o paciente’vítima, recrutou os porteiros gêmeos Cula&Culinha que desceram com o corpo’carma. a enfermeira-mor baranga’balofa mete a mão na buça’brongo e desembuceta duas salsichas ofertadas e devoradas pelos gêmeos. no Carmela é o ar hospitalar só chiados’choros, ar estuporado onde mormaço parece marmelo abraso’opressivo, em noites de Sabbat a emergência, o ambulatório no seu tumulto interminável não se davam conta da orgia’trash no psico’porão que já durava anos. Cula&Culinha prenderam o paciente’vítima na maca e fez a auxiliar’luxúria Dettonna, pelanca em borlas, anca’bucéfala, bombear o caralho’elefantíase do coitado até estouro, o expurgo breou a bucéfala, pinguenta’de’pus, foi linguada pelos gêmeos; nesses instantes’entojo Rúbia’pingueluda fresca engulhava. o coitado’vítima pós-pipoco do seu caralho’elefantíase pela over-dor convulsionou-se todo em negativas, maca’amarrado, paciente’presunto, clichê’sadô. na catacumba’catarse do Carmela o ápice’dulçor era o Dr. Babalorixá’gordona’pelada ritualizar o despacho’despejo com seus afro-quitutes sambando’banha com voz de caboclo’chupa’pica grunhindo’ária’ioruba e todos os iniciados nus acoplarem-se mutuamente amorfo’engendrando um corpo único de resfolego, chupação, o que do corpo coubesse engate; a haste de acordo seu orifício, racha, oco, etc, até uma una câimbra-nervura; isto pra gasto íntimo das personas’pústulas. Cula&Culinha na cocó, sem que no Carmela dessem fé, catavam outro corpo’carma e desciam pro psico’porão. esse, pivete’pitoresco, maca’amarrado de bruços faxina’fodinha sodomizou-o, Janona, buça’abas’dumbo, serra’amputou o bracinho esquelético, cauterizou exemplarmente o arrancado, não o toco’sobrado, e auto’estupro’penetrou-se até onde deu se siriricando, estremecendo e morgando; Cula&Culinha cruéis’oportunos, estiolavam a buça’brongo nesses momentos’morga. Teta, birrento-mor, foi imperdoado pelos iniciados. atrelaram-nu na cama, Dettona e Rúbia causaram uma aceleração sanguínea, uma taquicardia’chupeta, uma trepança’disritmia, o coitado do Teta, imperdoado, quando no sufoco’sanguíneo o Dr. Babalorixá’baitola fez uso’bisturi nas culminâncias dos vasos onde o esguicho é filme B, plasma’esguichante. Dettonna, bucéfala adiposa negróide, nos Sabbat’s do Carmela tinha por tara pegar uma fêmea’catártica, sungar fio-dental de fibras plásticas empapado de pós urticários na racha esbuguelando a buça’paciente, com os pós perquirindo a mucosa, fervendo, atracava paciente com caralho’cerol, numa socação que o cerol ia enraizando na carne esponjosa, a lubrificação sangrenta em contato com a mucosa’urticária over-dor-extasiava os corpos oferendas dos Sabbat’s, proporcionando convulsa’eclampsia, nesses, Dettonna era exclusiva; deliciava-se em deparar com carmas’cartilaginosos; a fêmea’predileção: buça’branca, carnosa; o macho’predileção imprecisava, qual fosse sempre um caralho’cerol. Rúbia pingueluda, melaça’magenta, dessas oriundas do estupro original do colonizador com escravas afro-nativas. de pinguelo e profundidade era abastada, seu rito no psico’porão era propalar com punhos dos pacientes’vítimas sua largura bucetal. a enfermeira-mor de quando o pós-amputo não merecia uma siririca, o seccionado era doado pra Rúbia, que deixava o amputo em punho dessangrar de todo, atingir consistência de dureza’morta, sentava’abria-se, gemendo elasticidade introduzia os amputos, o lucro disso: desmaio’doloroso’gozoso. o necrotério com teores de arte’abjeta, perto do almoxarifado, a enfermeira-mor de abas’dumbo quando o finado valia, a própria desviscerava e costurava o cadáver pelo propício dos bifes, por fágica’fálica, mais o cadáver’caralho dotado fosse, mais... hiper maquiava pr’evitar parentes xeretas. faxina’fodinha chupava excessivamente a pindola engoivo do Dr. Babalorixá’baitola que em faniquitos, gelatinando’banha implorava surra. faxina’fodinha desfazia a rogação, ruinoso’guloso com o engoivo imberbe na boca chuparina, com cateter contendo morfina agulhava o cu do Babalorixá’gordona que não apagava por possuído, revirava os globos num desmunheco xibunguento. anestesiada, fodinha’faxina ordenava que todos se achegassem, empunhassem sua barras, enquanto a chuparina sugava o engoivo que um dia viraria boceta, a barra do faxina’buxo’pardo adentrava o cu oneroso do Dr. (ferro que nada sente contra carne’dolorosa) em volta do fardo banhudo a enfermeira-mor Janona, Dettona auxiliar’luxúria, Rúbia, Cula&Culinha espancavam. antes de desfaler porém o ápice’dulçor era o Dr. Babalorixá’gordona’pelada ritualizar o despacho’despejo com seus afro-quitutes ádipe-man com voz de caboclo’chupa’pica grunhindo’ária’ioruba e todos os iniciados nus acoplarem-se mutuamente amorfo’engendrando um corpo único de resfolego, chupação, o que do corpo coubesse engate; a haste de acordo seu orifício, racha, oco, etc, até uma una câimbra-nervura; isto pra gasto íntimo das personas’pústulas nas catacumbas’catarse do Carmela. os expurgos’podres, placentas, miomas, placebo iam pro incinerador, os pacientes’pútridos eram incinerados, os desencarnados sãos iam pro Matadouro Municipal pra serem antropofágicos comercializados.

JOÃO Filho é escritor e mantém o blog Hypperghettos – http://www.hypperghettos.blogger.com.br. Seu primeiro livro, “Encarniçado”, está no forno da Editora Baleia.



| comentários (2)

:: julho 16, 2004 05:21 PM


JOÃO Filho é poeta e prosador. Da Bahia comanda o blog Hypperghettos.

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