--- Capítulo 1 ---
"NO COMEÇO ERA O INÍCIO"
Era uma vez uma floresta encantada...
- Peraí, peraí!, interrompente Ênio Eugênio, a primeiro pessoa a aparecer nessa história. - “Opa, hohoho”, continua ele. - “Pára tudo. Floresta encantada? Onde você arranjou uma floresta encantada para a nossa história? Mal começamos e já temos uma floresta encantada? As coisas não são tão fáceis assim, Nicolau.”
Olau Nicolau (a segunda pessoa a aparecer nessa história) - É só uma floresta encantada, Eugênio. Não começa. Várias histórias têm florestas encantadas. É só o lugar onde vai acontecer a nossa história.
Ênio - Como assim “é só uma floresta encantada”? Você tem noção do que é uma floresta encantada, Nicolau? Se eu tivesse uma, eu ia morar nela e não ficar aqui escrevendo histórias!
Olau - Você não está entendendo, Eugênio. Ai, ai. (Nicolau já conhece o Eugênio, sabe como é, já sabe que ele reclama bastante, faz várias perguntas e... bem, vocês vão ver). Esta floresta está só na nossa imaginação!
Ênio - Na nossa? Na nossa, não: na sua! Como você pode sair dizendo o que está na minha imaginação? Você sabe? Por acaso você lê mentes agora? Você é telepata? (caro leitor, telepata não é uma mistura de pata com televisão, é uma pessoa que faz telepatia, ou seja, transmissão de pensamento). Se você conseguisse ler a minha mente, você saberia que o que eu estou pensando agora é num brigadeiro de chocolate gigante!
Olau - Brigadeiro gigante?
Ênio - AH! Isso mesmo! Um brigadeiro gigante (enquanto fala, ele olha para o alto, como se conseguisse até ver o tal do brigadeiro). Eu estou com fome, oras. São 5 horas da tarde, nós ainda não lanchamos e você inventou de começar a escrever uma história agora.
Olau - E o que devo fazer então? Comer o seu brigadeiro gigante? Ou quem sabe pegar o brigadeiro da sua imaginação e colocar na floresta encantada da minha imaginação?
Ênio - Sabe que não seria uma má idéia? Na verdade, as crianças iriam adorar, hehehe. Imagine: florestas encantadas com brigadeiros de chocolate! Uau. Escreve aí, escreve.
Olau, sarcástico (sarcástico é quando a pessoa diz alguma coisa para gozar da cara da outra, de maldade) - Ué, pensei que você não acreditasse em florestas encantadas!
Ênio - Eu acredito, Nicolau. Só não pensei que elas poderiam estar na nossa história. Não sei como se faz uma, deve ser um negócio caro de se fazer e eu nem sei por onde começar.
Olau - Não precisa de dinheiro algum, só imaginação. É o que eu estou te dizendo. Bem, vamos lá, vamos começar logo.
Quando Olau começa a esfregar as mãos se preparando para iniciar a história, Eugênio interrompe, de novo:
Ênio - Ei, esquecemos de nos apresentar! Segura aí um minutinho. Caro leitor, ou leitora - eu sei que você pode ser uma menina ou um menino - eu sou Ênio Eugênio e este com o lápis na mão é inventor da nossa floresta encantada, meu amigo Olau Nicolau.
Olau: - Prazer em conhecê-lo. Ou conhecê-la - afinal, você pode ser um menina ou uma menina.
Ênio: - Eu já falei isso, Nicolau. Bem, o prazer é meu também. Quer dizer, "o prazer é meu" é coisa de adulto, o que eu quero dizer é que estou feliz de te conhecer e ser lido por alguém tão legal e atencioso. Ou atenciosa, hehehe.
Olau: - Ok, agora estamos prontos. Vamos voltar para nossa história. A Floresta Encantada!
--- Capítulo 2 ---
NOVA YORK? PARIS? TÓQUIO? NÃO, UMA FLORESTA ENCANTADA!
Ênio: - Tudo bem, vamos ter uma floresta encantada na nossa história. Mas porque ela é exatamente encantada mesmo?
Olau: - Ora Eugênio, por que é. Precisa ter motivo?
Ênio: - Claro Nicolau, claro que precisa. Nosso leitor não é bobo, olha ele aí, a gente precisa de motivo! Por que você come? Porque tá com fome. Por que você bebe? Porque tá com sede. Entendeu? Então. De onde veio este encantamento? Porque ela não é apenas uma... floresta comum?
Olau: - Ai meu Deus, Eugênio! Tenha a santa paciência! Sei lá porque ela é encantada, uma bruxa jogou um encanto sobre ela... ou um dragão de 7 cabeças super-colorido derramou gotas brilhantes douradas sobre suas árvores... Sei lá, você inventa um motivo. Só imaginei uma floresta encantada porque é muito mais legal!
Ênio: - Encantamento pode ser uma coisa ruim, você sabia, Nicolau? Você não lê histórias não? (agora é o Eugênio que está sendo sarcástico). Por exemplo, as meninas sempre falam que querem encontrar seu príncipe encantado, mas todo mundo sabe que príncipe encantado é sapo! Você acha que essas meninas gostariam de se casar com um sapo?
Olau: - Claro que não.
Ênio: - Então. Ás vezes é melhor casar com um príncipe desencantado! (nesse momento, Eugênio teve uma idéia) Isso! Que tal a nossa floresta ser uma floresta desencantada?
Olau: - Ah, eu desisto Eugênio. Vamos procurar outro lugar para nossa história.
--- Capítulo 3 ---
OK, OK. FLORESTA ENCANTADA: AGORA É OFICIAL!
Eugênio - Tudo bem, tudo bem, Nicolau, não dá pra gente pensar em nada diferente que você não gosta. Vamos com a sua floresta encantada, então. Mas deixa eu falar uma coisa pra quem tá lendo essa história: ei, você aí, essa floresta encantada não é minha idéia, tá bem? Qualquer problema com a floresta encantada, reclamem com Olau Nicolau, telefone número...
Olau - Ei, ei, ei, ei, ei! Peraí! Que é isso?! Você não pode dar o meu telefone pra todo mundo! Tá maluco!?!?
Eugênio - Pra todo mundo, quem, Nicolau? Só tem uma pessoa lendo a gente! Só uma pessoa pode ler um livro de cada vez. Já imaginou se todos os nossos leitores estivessem lendo apenas um livro?
Nicolau - Eu sei, Eugênio. Mas se nós tivermos 50 leitores, todos os 50 vão saber o número do meu telefone! E se todo mundo resolve ligar pra mim? Você atende?
Eugênio - Ah, já sei. Você tá com medo da sua floresta encantada, né? Tá com medo que ela não seja assim, toda essa maravilha, e que as pessoas acabem te ligando pra reclamar, né? Hahaha.
Nicolau - Nada a ver, Eugênio. Floresta encantada é sempre maravilhosa, você é que tá querendo que ela não seja nada encantada. Você é que tá querendo botar defeito na história dos outros. Só que essa história é sua também, tá todo mundo vendo que você tá aqui do meu lado escrevendo. Fala alguma coisa, dê alguma sugestão que preste, oras. Não fique aí só vendo os defeitos, só porque sou eu que escrevo. Que tipo de amigo é você, afinal de contas?
Eugênio - Tudo bem. Como um bom amigo, eu aceito sua reclamação. Mas... e se essa sua linda floresta tiver realmente algum problema de verdade? Nós não somos o Mago Merlim nem a os donos da Disneylândia para garantir que a floresta seja sempre tão linda e encantada, né?
Nicolau - É. Mas olhe por este ângulo: problemas todo mundo tem. Vamos escrever a nossa história, e aí, depois, a gente vê no que vai dar.
Eugênio - E onde nós estávamos mesmo?
Nicolau - Floresta encantada!
Eugênio - Isso!
--- Capítulo 4 ---
QUEM VAI SER NOSSO PERSONAGEM PRINCIPAL?
(aguarde, em breve, numa livraria perto de você)
| comentários (1)
:: setembro 15, 2004 11:41 PM