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Escritores invadem livraria de usados
por Augusto Sales

Amanhã e quinta, sob a batuta de Jorge Rocha, os escritores que publicam nos sites Patife e Aglomerado Terra Plana farão leituras de seus textos na Baratos da Ribeiro.

[direto do release]

7 de setembro é

DIA DOS INDEPENDENTES:

Revista virtual mineira traz ao Rio o futuro da boa literatura & aproveitam para ouvir o melhor samba autoral inédito em praias cariocas

O novo samba-eletro-indie-dub do

FINO COLETIVO

Espetáculo de canções & causos reunindo 2 compositores cariocas e 3 compositores alagoanos. O cidadão do mundo, com especial carinho por Maceió, Wado (da banda Realismo Fantástico) e o carioca da gema Marcelo Frota (que assina o belíssimo disco “Bom que vocês vieram”) coordenam a roda de quase ou mais-que sambas, puxados por bateria mansa, programações eletrônicas singelas e um contrabaixo maroto. Música Popular de Bacana que sabe que uma pitada de rock, breque, fossa, bossa, bolero e ginga podem todos acrescentar sabor a uma bela canção! Samba fino e ponto.

+ A nova escrita do
Aglomerado Terra Plana & Patife.art.br , apresentando

L.E.I.A.-M.E !

[Literatura Exigindo Inteira Atenção - Malditos Escritores !]

Leitura de contos inéditos dos escritores do Aglomerado Terra Plana (Campos dos Goytacazes, RJ) e do coletivo Patife (Belo Horizonte, RJ) acompanhados por um combo musical (baixo, violão e trompete).

Esta será sua primeira aparição no Rio de Janeiro. O título desta apresentação é uma sutil homenagem a José Cândido de Carvalho, também campista, autor de Olha pro céu, Frederico ! Entre os textos escolhidos, estão os de João Filho – autor de Encarniçado, que esteve na última Flip -, Jorge Cardoso, Löis Lancaster, Rocca Stockler, Carolina Tappa, Cassiano Viana e Mara Coradello. A Mutável Saralho Band, grupo que irá verbalizar os contos, terá como intérpretes Danielle Brandão, Cassiano Viana, Jorge Rocha, Löis Lancaster, Marina Andrade e Luiza Toschi, além de Simone Pedro.

Mas o que é o Fino Coletivo?

Uma união inusitada entre Alagoas e Rio de Janeiro é a trama de cinco novos compositores para celebrar o samba contemporâneo que não ignora as manifestações que têm revolucionado a música no mundo. A ausência do purismo é norte do trabalho, e a paixão pela música brasileira vai delineando o formato deste show que processa elementos de canções pop, música eletrônica low-fi e algum dub no caldo grosso do samba.

O também alagoano Djavan já declarou em entrevista à MTV que admira o trabalho de Wado (AL), que em 2003 foi escalado para o Tim Festival e para o Goiânia Noise e mostrou que ao público o porquê de todos aqueles elogios da crítica. Wado tem 3 discos lançados: “Manifesto da arte periférica” (Dubas), “Cinema Auditivo” e “A farsa do samba nublado” (os dois últimos pela Outros Discos). Com sua banda, o Realismo Fantástico, esteve em julho último na França, participando da edição especial ultramarina do Projeto Pixinguinha. Mas nos últimos meses estava com mais do que um pé na MPB e o Fino Coletivo foi onde seus ouvidos lhe levaram. Depois de 3 datas no Madame Vidal, em Botafogo, o que era um revezamento entre 5 dos melhores compositores disponíveis na praça se tornou um grupo tão entrosado quanto A Voz do Morro (que reunia Anescar do Salgueiro, Elton Medeiros, Jair do Cavaquinho, Paulinho da Viola e Zé Kéti) e um espetáculo tão cativante quanto 2 da Bossa, de Elis Regina e Jair Rodrigues.

O time conta também com a participação de Alvinho Lancellotti (RJ, filho de Ivor e irmão de Domenico, músico que toca com Caetano Veloso e seu filho Moreno Veloso), Adriano Siri (AL, autor de "Fafá", já gravada por Maria Alcina e trilha do premiado filme Contra todos), do músico e compositor Alvinho Cabral (AL, que está na trilha sonora do filme Matar e morrer, dirigida por André Abujamra) e fechando o time Marcelo Frota (RJ, já com negociações adiantadas para lançamento do primeiro disco por selo carioca).

Além das composições próprias o grupo traz releituras de sambas modernos, como por exemplo, "Comportamento geral", de Gonzaguinha; "Dívida", da banda gaúcha Ultramen, e "O sol nascerá". de Cartola e Carlos Cachaça.

Mas quem é o Aglomerado Terra Plana?

O laço que nos uniu formou-se na rede. Desde então, soubemos nosso destino de cardume. Unimo-nos por questão de sobrevivência e anti-subserviência e, por estas mesmas questões, formamos nossa própria sombra, longa e elástica.

Desde já, declaramos que não somos um “grupo de escritores campistas”, somos um aglomerado de escritores que moram em Campos, por isso, não há uma estética goitacá, muito menos desejamos criar tal monstruosidade. Há, dentre nós, urbanidades e adjacências, ruralidades e rusticidade, o exterior extremo e o interior mais profundo, margem ou perau, sussurrantes e gritalhões. Sussurrantes e gritalhões, conforme o momento e disforme o momento. Não formamos um gueto, não queremos o hermetismo, mas somos, sobretudo, contra a estagnação das escolas literárias e a favor do ser humano.

Nosso lema ‘escrevo, ergo sum’, não traz novidade, mas nosso aparato literário impregna nossa existência. Mas fiquem calmos! Sabemos nos apresentar com solenidade. Há homens – sete - e mulheres – três -, que apesar de atuarem em diferentes profissões, equilibram-se, juntos, sobre a “corda bamba” da literatura de terra plana. Lá vai nossa apresentação solene: Alexandro F., Douglas Venoso, Quesia F., Jorge Rocha, Jules Rimet, Renata Reis, Vitor Menezes, Marcio Aquino, Simone Pedro e Felipe Sales.

Somos dez, por hora, mas poderemos ser mais. Estes são os escritores que, ainda que não tenham nascido em Campos, são mais campistas quando escrevem. Escrever, neste caso, transcende à terra, por isso, somos os anti-gabiru. Estamos até fazendo um trabalho em conjunto, vejam vocês. Estamos mostrando nossas caras, ao vivo e a cores, em um evento literário, que chamamos de “Olha pro sarau, Frederico!”, uma sutil sacanagem/ homenagem a José Cândido de Carvalho em seu livro Olha pro céu, Frederico!. De “Olha pro sarau, Frederico!” nasceu a Mutável Saralho Band, a banda literária do Aglomerado Terra Plana, que realiza a leitura de mini-contos em voz alta, acompanhada por instrumentos muito e, às vezes, pouco tradicionais. Mas não é só isso. Queremos mostrar que no Rio de Janeiro há escritores de qualidade (principalmente no interior do estado), criando e expondo suas criaturas e mais querendo expô-las. Há por estes lados, gente que escreve como jamais e, por isso, essa mesma gente não vem à sombra de ninguém: cria seus próprio compassos, inventa seus próprios mitos, escolhe os seus desideratos.

Viemos para ser lidos.

Mas o que é o portal literário Patife?

(extraído de http://www.patife.art.br )

O site Patife original surgiu em 2001, a partir de uma conversa entre a escritora Ana Elisa Ribeiro e o engenheiro Lucas Junqueira. Nesta fase, o site publicava resenhas de livros, CDs, jogos e a série de HQs intitulada Dustman. Seguiu desse modo, até 2002, entrando em uma espécie de criogenia a partir de então.

Mas um site que ostenta um título como esse não poderia ficar quieto para sempre. Em 2004, surge a proposta de reativá-lo, dessa vez com um perfil literário. Um casamento perfeito: Patife e Literatura. Era hora de limpar a casa e escancarar portas. Outubro chegou e com ele Patife surgiu novamente, com um risinho de canto de boca.

Mas não bastava convocar um pessoal antenado e produtivo na área literária brasileira para marcar essa nova vida. Já em seu lançamento, Patife ajudou a desenvolver e implementar uma mini-turnê de divulgação de Encarniçado, livro de estréia de João Filho, em Belo Horizonte e Rio de Janeiro. Em BH, o escritor baiano participou de um debate com Sebastião Nunes e no RJ, com Sérgio Sant´Anna.

Novos especiais e outros textos vieram desde então, comprovando que Patife não está aí para brincadeiras quando se trata de lidar com Literatura. A idéia, aqui, nesta história em quadrinhos digital, é mapear, publicizar e estabelecer maiores elos de contato em relação à produção literária contemporânea. Sem frescuras, sem fronteiras e sem sotaques. E sem puxação de tapetes também. Somos patifes, mas sabemos até onde ir com as patifarias, ora bolas.

Patife é gerenciado em três estados por um Conselho Editorial. Em Minas Gerais, mais precisamente em Belo Horizonte, estão Ana Elisa Ribeiro, Jorge Rocha – que responde como editor-geral – e George Cardoso; em São Paulo, temos Eliana Pougy e Vitor Freire; no Rio de Janeiro, Cassiano Viana e Löis Lancaster. Cada um de nós possui uma história de fortes ligações artísticas, que convergem para potencializar o mote “Literatura não é para mocinhos”.

E aí, vai encarar ?

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Dias 7 & 8 de setembro

no Sebo Baratos da Ribeiro

Leitura de contos com os novíssimos escritores do portal literário Patife.art.br e do Aglomerado Terra Plana.

Com encerramento musical por conta do show do Fino Coletivo (quarta-feira, dia 7) e DJ Marcelo Larossa (quinta-feira, dia 8)


Quarta-feira (feriado), a partir das 18h

Quinta-feira, a partir das 19h

Sebo BARATOS DA RIBEIRO

Rua Barata Ribeiro 354, Copacabana

(pertinho do metrô Siqueira Campos)

Tels. (021) 2549 3850 ou 2256 8634

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:: setembro 6, 2005 03:16 PM


AUGUSTO Sales é boa praça, não ganha a vida como escritor, não fuma e - parafraseando Paulo Mendes Campos - nunca tentou suicídio. É co-autor de "Paralelos; 17 contos da nova literatura" (Agir, 2004) e "Prosas Cariocas" (Casa da Palavra, 2004).

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