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Café Literário com Luiz Vilela
por Rafael Rodrigues

Um dos maiores contistas brasileiros esteve presente na Bienal de Livros da Bahia, que vai até o dia 11 de setembro no Centro de Convenções de Salvador.

O Café Literário, com sua atmosfera intimista, proporciona aos presentes uma sensação interessante de proximidade com o autor. Apesar de ser a mediadora a conversar com o convidado, parece que quem está sentado ao lado dele é você.

Durante pouco mais de uma hora de conversa, Luiz Vilela contou um pouco de sua carreira literária, defendeu o conto, e de quebra, ainda deu dicas para novos escritores.

“Como todo escritor”, disse Vilela, “meu primeiro livro demorou ou a ser publicado”. Foi aos 24 anos que ele estreou na nossa literatura. O livro: “Tremor de terra”, contos. Recusado por várias editoras, a obra foi publicada numa edição simples, bancada por ele próprio: “investi em mim mesmo”. Com este volume de contos, Vilela ganhou o Prêmio Nacional de Ficção, em 1966, sob protestos de grandes escritores da época. Eles questionaram a comissão julgadora, sob alegação de que estariam promovendo novos nomes em detrimento de outros já consagrados. Intriga da oposição.

Luiz Vilela aproveitou para defender o gênero no qual desempenha grande papel em nossa literatura: “O conto tem menor tamanho. Mas não é um gênero menor”. O autor de “A cabeça” (Cosac & Naify – 2002), entre outros, disse que “existem contos com mais qualidade que muitos romances e novelas”.

Para quem está começando a trilhar caminhos literários, Vilela deixou um recado: não desistir. Segundo o autor, o caminho é difícil. Sua carreira, para ele, foi alavancada, sobretudo, por dois fatores: trabalho e talento. “Com talento e sem trabalho, o escritor não produz nem se aperfeiçoa. Com trabalho e sem talento, o escritor não é reconhecido. Deve-se aliar um ao outro e contar um pouco com a sorte”.


RAFAEL RODRIGUES



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:: setembro 6, 2005 03:24 PM



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