Enviado especial à Bienal de Salvador
Para que serve uma Bienal de Livros?
Bem, existe uma série de respostas para essa pergunta. Vamos a algumas delas. Se você perguntar a um escritor que foi convidado para participar da Bienal, é muito provável que ele diga que é uma ótima oportunidade de divulgar sua obra e falar para seus leitores. Um literato responderia essa pergunta dizendo que é sempre bom assistir escritores dissertando informalmente sobre seus livros, sua carreira, seu processo de escrita, ainda mais se isso for feito pessoalmente. E que também é uma boa ocasião para comprar livros baratos.
Há ainda aqueles que não são escritores ou que não consomem literatura regularmente. Estes vão passear, assistir palestras por curiosidade, tentar impressionar alguém, enfim, várias possibilidades.
Durante três dias de Bienal, foi isso que pude sentir. É um evento que agrega diversos tipos de pessoas, com finalidades diferentes. Consegue também reunir um grande número de livros e editoras num só local, facilitando o acesso a obras difíceis de ser encontradas, além de causar uma concorrência de preços, o que beneficia tanto a escritores quanto a leitores.
É uma excelente e providencial apologia à literatura.
Pausa para o Café
Imprevistos me impediram de chegar na Bienal à tempo de assistir ao Café Literário com Marcelino Freire na sexta-feira dia 02 de setembro.
Desencontros me impediram de encontrar o mesmo Marcelino sentado algumas cadeiras a minha frente no mesmo Café Literário, desta vez no sábado, dia 03.
Insistência e cara-de-pau possibilitaram meu encontro com o escritor que lançou recentemente o livro “Contos negreiros” (Record, 2005, 109 págs) no sábado, dia 04, no hotel em que estava hospedado.
Cheguei cedo, por volta das 9 horas da manhã. Marcelino estava no saguão do hotel, esperando Adrienne Myrtes, editora do portal literário Cronópios, para fazerem seu desjejum.
Enquanto Adrienne se preparava, conversamos um pouco. Os assuntos foram diversos. Sobre literatura falamos pouco.
Já na mesa, e já com Adrienne, continuamos nosso bate papo. Pouco tempo depois chegou Walcyr Carrasco para também tomar seu café da manhã. Convidado para sentar conosco, gentilmente aceitou.
E a conversa rolou solta e bem humorada sobre novelas, literatura, processo de criação.
Carrasco participaria do Café Literário da Bienal naquele domingo, dia 04. Justamente o dia no qual eu retornei para casa. Infelizmente perdi o Café Literário com ele e com Marcelino.
Mas ganhei um café da manhã com os dois.
RAFAEL RODRIGUES
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:: setembro 9, 2005 09:44 AM